Fabio Pereira da Silva, Reinaldo Guerreiro e Denis Mângia
Artigo publicado na Revista FIPECAFI (São Paulo, v. 3, 2022, p. 47-69).
Neste estudo, os autores analisam a crescente demanda por transparência nas posições tributárias adotadas pelas empresas e investigam a experiência brasileira em relação ao modelo FIN 48, norma norte-americana voltada ao reconhecimento e divulgação de incertezas fiscais nas demonstrações financeiras.
O trabalho examina como empresas brasileiras vêm lidando com a necessidade de evidenciar riscos tributários, contingências e interpretações fiscais potencialmente questionáveis, especialmente em ambiente marcado por elevada complexidade normativa e intensa litigiosidade.
Também são discutidos os impactos da adoção de práticas mais robustas de disclosure sobre governança corporativa, relacionamento com investidores, auditoria independente e credibilidade das informações financeiras.
A pesquisa contribui para o debate sobre aproximação entre padrões internacionais de transparência e a realidade tributária brasileira.
Por que esse tema importa: investidores, conselhos de administração, auditores e gestores dependem de informações claras sobre riscos fiscais para avaliação adequada de valor, solvência e governança das companhias.